Ele jogava sorrisos ao vento.
Deixava sua muda música conduzir todos à dança. Perfumava o ar a sua volta com
suas gargalhadas doces. Ele fazia o coração dela dar cambalhotas com as visitas
repentinas. Ou visitas comuns. Ele se mostrava dela. Ele era dela e deixava
todos saberem disso. Ainda que ele abraçasse todas as meninas a sua volta, ele
mostrava o quanto ela era a única dele. Ele levava-a a praça para ver o
movimento. Ele a acordava em meio à madrugada só para dizer que a amava, ainda
que soubesse o quanto ela odiava ser acordada. Ele sabia sua mania de mexer nas
unhas quando esta nervosa com algo. Ele a irritava, a chamava de diversos
apelidos ridículos, e com estes, mostrava o quanto ele a amava. Ele bagunçava o
cabelo dela. Quando ela acordava depois de um longo filme chato, cheia de
amassados, com os olhos inchados e cabelo bagunçado, ele dizia que ela estava
perfeita. Ele olhava em seus olhos com uma intensidade capaz de visualizar sua
alma. Ele cantava musicas estupidamente melosas com sua voz desafinada. Ele a
beijava repentinamente para vê-la enrubescer. Ele dançava com ela na chuva de
uma forma completamente confusa, ainda que ambos soubessem dançar. Ele era
dela, e ela era dele. E isso era o suficiente.
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